Há um colaborador problemático. Todos reconhecem naquele trabalhador esse rótulo porque, verdadeiramente, é notório. Atrapalha a rotina, chega atrasado e falta sem avisar, tece comentários que desmotivam a equipa, etc.
A solução parece simples, certo?
Se não há confiança na relação, avançaríamos sem medos para o despedimento com justa causa. No entanto, o nosso cliente (diga-se, a sua empresa) não quer fazê-lo, pois tem receio que, no seguimento desta decisão, venha um litígio.
Apesar deste receio ser normal, é importante que os empresários se recordem que o risco não está em agir e proteger o seu negócio (e até os demais elementos daquela equipa que, claramente, já estão desconfortáveis com este colega). O problema está em agir mal e fora dos compassos adequados.
O que fazer?
A lei oferece ferramentas claras, mas o empresário tem de lançar mão delas, no tempo certo. Não pode esperar por um milagre ou que algo mude sem por isso fazer. E diz-nos a experiência (sustentada em decisões dos tribunais) que quando estas ferramentas são usadas com estratégia e conhecimento jurídico, a empresa recupera controlo, minimiza riscos e consegue tomar decisões difíceis com segurança.
Problemas difíceis exigem uma ação inteligente, não a hesitação.
Cumprir a lei protege e gerir o risco devolve poder à empresa.

Raquel Costa Soares
































