Hoje (14/01/2026) foi notícia que o Abanca (Eurobic) lançou um novo programa de saídas voluntárias que pode abranger até 120 trabalhadores nos seus serviços centrais, numa sequência de ajustes decorrentes da aquisição e integração do Eurobic em 2024.
Este movimento ilustra uma realidade que muitas empresas enfrentam no momento de reorganizações estruturais e em períodos de reestruturação:
integração de operações após fusões e aquisições;
identificação de sobredimensionamento de funções e estruturas;
necessidade de harmonizar sistemas, funções e equipas sob uma nova cultura organizacional.
Do ponto de vista de gestão laboral, situações como esta levantam questões que não são meramente económicas, são (por inerência) jurídicas:
como estruturar programas de rescisões por mútuo acordo de forma a reduzir o risco de litígios?
em que medida os acordos voluntários estão em conformidade com a lei e com os direitos de cada trabalhador?
quais são os impactos ao nível de direitos contributivos e subsídios (como desemprego)?
O exemplo do Abanca serve como alerta e reflexão para quem já gere equipas ou se prepara para criar uma, independentemente da dimensão do negócio:
Reorganizar não é só cortar custos.
É gerir risco laboral – o que, apenas, se pode fazer com critério e conhecimento jurídico.
E, como sempre, a diferença está em antecipar e planear — não em reagir depois.

Raquel Costa Soares
































